Reforma tributária 2026: IBS, CBS e Split Payment
Como IBS, CBS e split payment mudam a gestão de despesas da sua empresa. Tabelas comparativas, cronograma e plano de ação para CFOs. Guia Payfy.
Como IBS, CBS e split payment mudam a gestão de despesas da sua empresa. Tabelas comparativas, cronograma e plano de ação para CFOs. Guia Payfy.

A partir de 2026, quando seu colaborador pagar um almoço corporativo com o cartão da empresa, o imposto será separado automaticamente antes de cair na conta. Quando o financeiro fizer um PIX para um fornecedor, o tributo será retido no ato. E quando sua equipe fechar o mês, as categorias de despesas que você conhece hoje — ISS, PIS, Cofins, ICMS — simplesmente não existirão mais.
Bem-vindo ao split payment, ao IBS, à CBS e ao maior redesenho tributário do Brasil em 60 anos.
Se você é CFO, Controller ou Gerente Financeiro, a Reforma Tributária de 2026 não é apenas uma mudança contábil — é uma transformação na forma como sua empresa gasta, registra, categoriza e controla cada centavo. E quem não se preparar agora vai enfrentar problemas sérios de fluxo de caixa, conciliação e compliance a partir de 2027.
Neste guia, você vai entender tudo que muda na prática para a gestão de despesas corporativas, com tabelas comparativas, cronograma detalhado e um plano de ação concreto.
A Reforma Tributária brasileira (LC nº 214/2025) substitui cinco tributos — PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS — por dois novos: IBS e CBS. Juntos, eles formam o IVA Dual (Imposto sobre Valor Adicionado em duas camadas).
CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) é o tributo federal. Substitui PIS, Cofins e IPI. Alíquota de referência: 8,8%.
IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) é o tributo estadual e municipal. Substitui ICMS e ISS. Alíquota de referência: 17,7%.
Alíquota total combinada: aproximadamente 26,5%, podendo chegar a 28% conforme estimativas do governo.
Na prática, o que muda para quem gerencia despesas corporativas? Três coisas fundamentais:
1. Categorização diferente: Onde antes você tinha ISS, ICMS, PIS e Cofins em categorias separadas, agora terá IBS + CBS unificados. Toda a estrutura de centros de custo e categorias fiscais precisa ser revisada.
2. Crédito amplo: No sistema atual, muitas despesas corporativas não geram crédito tributário. No novo sistema, quase tudo gera — aluguel, software, energia, serviços. Isso muda completamente o cálculo de custo real de cada despesa.
3. Split payment: O imposto é separado automaticamente no momento do pagamento. Sua empresa recebe menos no caixa, mas paga menos imposto em compras. O fluxo de caixa muda radicalmente.
O split payment é a mudança mais impactante da Reforma Tributária para quem gerencia despesas no dia a dia. Em vez de a empresa receber o valor integral e recolher os impostos depois, o tributo é separado automaticamente no momento da transação.
Imagine que um colaborador usa o cartão corporativo para pagar R$ 1.000 em um hotel durante uma viagem. No sistema atual, os R$ 1.000 saem da conta da empresa e o hotel cuida dos seus impostos depois. Com o split payment, o sistema bancário identificará o tributo destacado na nota fiscal (digamos, R$ 265 de IBS+CBS) e separará esse valor automaticamente: R$ 735 vão para o hotel e R$ 265 vão direto para o governo.
O mesmo acontece com pagamentos via PIX corporativo e boleto. Em toda transação, o banco dividirá instantaneamente o valor: uma parte para o fornecedor, outra para o governo.
O governo definiu três modalidades, e é importante entender a diferença porque elas afetam diretamente o fluxo de caixa:
Split Payment Inteligente: O governo retém o valor total dos tributos destacados na nota fiscal no momento do pagamento, sem considerar créditos que o fornecedor possa ter. O excesso retido é devolvido em até 3 dias úteis. Esse será o modelo mais comum inicialmente.
Split Payment Superinteligente: O sistema da Receita Federal verifica em tempo real o saldo de créditos do fornecedor e retém apenas o valor líquido do tributo devido. É o modelo ideal, mas depende de alta integração tecnológica e será implementado gradualmente.
Split Payment Simplificado: Modelo para transações de menor complexidade, com alíquotas fixas predefinidas.
O split payment não será obrigatório em 2026. A fase de testes começa com Pix e boleto; cartões de crédito e débito ficam para uma segunda fase. A implementação efetiva começa em 2027, quando a CBS entra em vigor integralmente.
Segundo a EY, o split payment vai alterar fundamentalmente a gestão de caixa das empresas brasileiras. O impacto mais direto: a perda de aproximadamente 40 dias de capital de giro.
Hoje, a maioria das empresas recebe o dinheiro integralmente e usa o valor correspondente ao tributo como capital de giro durante 30 a 40 dias antes de recolher os impostos. Esse "colchão financeiro" temporário desaparece com o split payment, porque o tributo é retido no ato.
Para ilustrar a escala: segundo a consultoria Peer Consulting, apenas a aplicação do split payment sobre as dez maiores varejistas do Brasil garantirá ao governo um fluxo de aproximadamente R$ 12 bilhões anuais que antes circulava no caixa dessas empresas.
Conciliação em tempo real vira obrigação, não opção. Se antes a empresa podia conciliar despesas no fechamento do mês, agora cada transação terá dois componentes (valor líquido + tributo retido) que precisam ser rastreados separadamente. Plataformas com conciliação automática passam de conveniência a necessidade operacional.
Relatórios precisam ser granulares. O financeiro precisa saber, em tempo real, quanto está sendo retido em tributos a cada transação — e quanto desses créditos pode ser recuperado. Relatórios em tempo real deixam de ser diferencial e passam a ser requisito.
Planejamento de caixa precisa ser recalculado. Orçamentos por equipe, projeto ou centro de custo precisam considerar que o valor líquido disponível após cada transação será menor. Quem controla orçamentos por centro de custo precisa recalibrar os limites.
Uma das maiores mudanças da Reforma Tributária para equipes financeiras é o crédito amplo. No sistema atual, apenas algumas despesas geram crédito de PIS/Cofins (e com muitas restrições). No novo sistema, quase toda despesa que tenha IBS/CBS embutido gera crédito tributário — e isso muda o cálculo de custo real de cada categoria.
Se sua empresa é prestadora de serviços, prepare-se: a carga tributária pode saltar de aproximadamente 8,65% (ISS + PIS/Cofins cumulativo) para até 26,5% (IBS + CBS). Isso porque a principal despesa de empresas de serviços — a folha de pagamento — não gera crédito tributário.
Segundo a FENACON, o aumento de preços para o setor de serviços ficará entre 14% e 19% para compensar a nova alíquota. É uma mudança que afeta diretamente o custo de contratar consultorias, escritórios de advocacia, empresas de TI e segurança — fornecedores que provavelmente estão na lista de despesas administrativas da sua empresa.
Por outro lado, empresas que compram muitos serviços e produtos com IBS/CBS embutido podem se beneficiar do crédito amplo. Se 20% das suas despesas geram crédito, a alíquota efetiva pode cair de 26,5% para 20% ou menos.
Entender o cronograma é essencial para planejar as adaptações na sua empresa. A transição não é um evento — é um processo de 8 anos:
2026 — Fase de testes (ano atual)Os contribuintes calculam IBS e CBS e reportam ao Fisco, mas com caráter informativo. Uma alíquota simbólica de 1% é aplicada (0,9% CBS + 0,1% IBS), compensável com PIS/Cofins — ou seja, sem aumento de carga tributária real. O split payment é facultativo. É o momento de testar sistemas, ajustar ERPs e treinar equipes.
2027 — CBS em vigor plenoA CBS substitui integralmente PIS e Cofins. O Imposto Seletivo (IS) começa a ser cobrado sobre produtos como bebidas alcoólicas, tabaco e veículos. O split payment começa a ser obrigatório para transações via Pix e boleto. O Simples Nacional passa a destacar IBS e CBS.
2029 a 2032 — Transição gradual de ICMS e ISS para IBSAs alíquotas de ICMS e ISS são reduzidas progressivamente (90% em 2029 → 80% em 2030 → 70% em 2031 → 60% em 2032), enquanto o IBS assume participação crescente. É o período mais complexo: empresas lidam com dois sistemas simultaneamente.
2033 — Sistema novo em vigor integralExtinção definitiva de PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS. IBS e CBS são os únicos tributos sobre consumo. Split payment obrigatório em todas as modalidades de pagamento.
Se sua empresa contrata muitos fornecedores de serviços — consultorias, escritórios de advocacia, agências de marketing, empresas de TI, segurança — há um impacto direto que poucos estão antecipando.
Esses fornecedores terão um aumento significativo de carga tributária (de ~8,65% para ~26,5%), porque a folha de pagamento — que é a principal despesa deles — não gera crédito. Para manter suas margens, muitos vão repassar o aumento para os preços. Estudos da FENACON indicam aumentos de preço entre 14% e 19% no setor de serviços.
Na prática, isso significa que seus controles de orçamento por equipe, projeto e centro de custo precisam ser recalibrados. As políticas de gastos atuais podem ficar defasadas se não considerarem o novo cenário tributário. E a capacidade de rastrear, categorizar e analisar despesas em tempo real passa de "bom ter" para "sobrevivência operacional".
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A Payfy é a plataforma de gestão de despesas corporativas projetada para dar visibilidade, controle e automação à equipe financeira — e isso se torna ainda mais crítico com a Reforma Tributária. Veja como cada funcionalidade da Payfy se conecta com as mudanças:
Com a Payfy, cada transação é registrada em tempo real — valor bruto, categoria, centro de custo, projeto e responsável. Quando o split payment entrar em vigor, a capacidade de ver exatamente quanto está sendo retido em tributos por transação será essencial para o planejamento de caixa. Os relatórios automáticos da Payfy já exportam dados em Excel, PDF e via API — prontos para a contabilidade.
A IA da Payfy categoriza cada despesa automaticamente. Quando a estrutura tributária mudar de 5 tributos para 2, a recategorização será automática — sem que sua equipe precise refazer planilhas ou reorganizar centros de custo manualmente.
Com limites de gasto menores (porque o tributo sai antes do caixa), o controle de orçamento por equipe e projeto se torna vital. A Payfy permite definir orçamentos por centro de custo, equipe ou projeto, com bloqueio automático quando o limite é atingido e alertas em tempo real para gastos fora da política.
A Payfy se integra nativamente com TOTVS Protheus, Senior, Sankhya, Omie, Oracle e SAP — os mesmos ERPs que estão se atualizando para o novo sistema tributário. A integração ERP Expenses garante que os dados fluem automaticamente entre a Payfy e sua contabilidade, eliminando retrabalho na conciliação.
O cartão corporativo pré-pago da Payfy registra cada transação com dados completos: valor, data, fornecedor, CNPJ, categoria. Quando o split payment separar tributo e valor líquido, a Payfy terá o rastro completo para conciliar ambos os valores.
Não espere 2027 para agir. A fase de testes de 2026 existe justamente para que empresas se preparem. Aqui está o que fazer agora:
1. Mapeie suas categorias de despesas atuais. Liste todas as categorias fiscais que sua empresa usa hoje (ISS, ICMS, PIS, Cofins por despesa) e comece a planejar a migração para IBS/CBS.
2. Simule o impacto no fluxo de caixa. Calcule quanto do seu caixa atual vem do "colchão" de 30-40 dias entre receber e pagar impostos. Esse valor desaparecerá com o split payment.
3. Revise contratos com fornecedores de serviços. Seus fornecedores provavelmente repassarão o aumento tributário. Antecipe negociações e inclua cláusulas de revisão de preços.
4. Atualize seu ERP. Converse com seu fornecedor de ERP sobre as atualizações para IBS/CBS. ERPs integrados com a Payfy (Totvs, Senior, Sankhya, Omie, Oracle, SAP) já estão em processo de atualização.
5. Adote uma plataforma de gestão de despesas com automação. Se você ainda usa planilhas para gerenciar despesas, a hora de migrar é agora — antes que a complexidade da transição torne o processo manual inviável.
6. Treine sua equipe financeira. A equipe precisa entender IBS, CBS, crédito amplo e split payment. Não é opcional — é sobrevivência operacional.
7. Identifique oportunidades de crédito. Com o crédito amplo, muitas despesas que antes não geravam recuperação tributária agora geram. Revise suas despesas administrativas, de viagem e operacionais para maximizar a recuperação.
Em 2026, a mudança ainda é pequena: uma alíquota simbólica de 1% (0,9% CBS + 0,1% IBS) é aplicada sobre as operações, mas é compensável com PIS/Cofins. O split payment em cartões ainda não é obrigatório em 2026 — começa em fases a partir de 2027. O mais importante em 2026 é testar sistemas e se preparar.
Depende do setor. Empresas de serviços com alta folha de pagamento podem pagar significativamente mais (de ~8,65% para ~26,5%). Empresas que compram muitos insumos, mercadorias e serviços se beneficiam do crédito amplo e podem até pagar menos. A chave é mapear suas despesas e calcular o impacto líquido.
Crédito amplo significa que quase toda despesa com IBS/CBS embutido gera crédito tributário que pode ser abatido do imposto devido pela empresa. Aluguel, software, energia, hospedagem, alimentação, material de escritório — tudo gera crédito. Quanto mais despesas com crédito, menor a alíquota efetiva. É por isso que rastrear e categorizar cada despesa corretamente se torna estratégico, não apenas operacional.
Sim, se você faz conciliação manual. Cada transação terá dois componentes que precisam ser rastreados. Plataformas com conciliação automática e integração com ERP — como a Payfy — tornam esse processo transparente. Quem ainda depende de planilhas de reembolso vai enfrentar sérias dificuldades.
A partir de 2027, empresas do Simples Nacional passarão a destacar IBS e CBS nas notas fiscais, mesmo que continuem recolhendo pelo DAS. Isso é importante para empresas que compram de fornecedores no Simples: os créditos tributários dessas compras serão limitados ao valor efetivamente pago de IBS/CBS pelo fornecedor.
A Payfy está se preparando ativamente. A categorização automática por IA, os relatórios em tempo real, a integração nativa com 6 ERPs e o rastreamento completo de cada transação já formam a infraestrutura necessária. À medida que os ERPs se atualizarem para o novo sistema, a integração da Payfy acompanhará automaticamente.
Não é uma exigência legal, mas é uma exigência prática. Com split payment, crédito amplo e duas novas categorias tributárias, gerenciar despesas em planilhas será inviável. Conheça os 7 critérios essenciais para escolher o software de gestão de despesas ideal para sua empresa.
Agora. A fase de testes de 2026 é o momento de ajustar sistemas, treinar equipes e simular impactos. Quem esperar 2027 vai enfrentar a CBS em vigor pleno e o split payment obrigatório sem preparo.
A Reforma Tributária de 2026 não é apenas uma questão contábil — é uma transformação operacional que afeta como sua empresa gasta, registra, categoriza e controla cada despesa. O split payment muda o fluxo de caixa. O crédito amplo muda o cálculo de custo. E a simplificação de 5 tributos para 2 muda toda a estrutura de categorização.
As empresas que se prepararem agora — durante a fase de testes de 2026 — terão uma vantagem competitiva enorme quando a CBS entrar em vigor pleno em 2027. As que esperarem vão enfrentar caos operacional, problemas de conciliação e perda de créditos tributários que poderiam ter sido recuperados.
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