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Cartão de crédito para CNPJ: como funciona, quem pode ter e como escolher

Cartão de crédito para CNPJ: como funciona, quem pode ter e como escolher

André Apollaro
André Apollaro
Co-founder & CEO, Payfy
Cartão de crédito para CNPJ: como funciona, quem pode ter e como escolher

Ter um cartão de crédito vinculado ao CNPJ é uma das formas mais práticas de separar as finanças da empresa das despesas pessoais. Mas o cartão PJ é apenas o ponto de partida — a questão real para empresas em crescimento é o que vem depois: como controlar quem gasta, quanto gasta, em quê e dentro de qual política. Esse é o gap que a maioria dos artigos sobre o tema ignora.

Neste guia, você vai entender como funciona o cartão de crédito para CNPJ, quais são os requisitos para solicitá-lo, as diferenças entre os perfis de empresa (MEI, Simples Nacional, LTDA), os custos envolvidos e — o mais importante — como evoluir de um simples cartão para um modelo de gestão de despesas com controle real.

Se você é gestor financeiro, controller ou responsável pelo financeiro de uma empresa com múltiplos centros de custo ou equipes externas, este artigo é especialmente relevante para você.

O que é um cartão de crédito para CNPJ e como ele funciona

O cartão de crédito para CNPJ é um produto financeiro emitido em nome da pessoa jurídica — não do CPF do sócio ou responsável. Ele funciona como qualquer cartão de crédito: existe um limite definido pela instituição financeira, as compras são consolidadas em uma fatura mensal e o pagamento deve ser feito até a data de vencimento para evitar juros.

A diferença em relação ao cartão pessoal está em três pontos principais:

  • Vinculação ao CNPJ: as despesas ficam registradas em nome da empresa, facilitando a contabilidade e a separação fiscal.
  • Limites baseados no faturamento empresarial: a análise de crédito considera o histórico e o volume de movimentações do CNPJ, não apenas o perfil do sócio.
  • Benefícios e funcionalidades voltados para negócios: alguns cartões PJ permitem emissão de cartões adicionais para colaboradores, controle por centro de custo e integração com sistemas de gestão.

Na prática, o cartão PJ pode ser usado para pagar fornecedores, assinar ferramentas de software, cobrir despesas operacionais, viagens corporativas e qualquer gasto que precise ser registrado em nome da empresa. A fatura mensal serve como base para a conciliação e o fechamento contábil.

Cartão de crédito PJ vs. cartão corporativo: qual a diferença?

Essa distinção é frequentemente ignorada, mas é importante. O cartão de crédito PJ é emitido em nome do CNPJ e costuma ter um único titular — geralmente o sócio ou o responsável financeiro. Já o cartão corporativo é projetado para ser distribuído entre colaboradores, com limites individuais, regras de uso e controle centralizado pelo financeiro.

Para uma empresa com cinco funcionários, um cartão PJ pode ser suficiente. Para uma empresa com 50 colaboradores realizando despesas em campo, o modelo correto é o cartão corporativo com política de gastos, aprovações e conciliação automática — o que vai muito além do que os bancos tradicionais oferecem com seus cartões PJ.

Quem pode ter cartão de crédito com CNPJ: requisitos por tipo de empresa

Qualquer empresa com CNPJ ativo e regular na Receita Federal pode solicitar um cartão de crédito empresarial. Isso inclui MEIs, microempresas, empresas de pequeno porte, Simples Nacional, LTDA e S/A. O que muda é a facilidade de aprovação, os limites disponíveis e os documentos exigidos.

Veja as diferenças práticas por tipo de empresa:

Tipo de empresa Documentação típica Análise de crédito Limite esperado
MEI CNPJ ativo + documentos pessoais do titular Simplificada, baseada no faturamento anual (teto de R$ 81 mil/ano) Compatível com faturamento MEI
ME / EPP (Simples Nacional) CNPJ + contrato social + documentos do responsável Moderada, pode exigir comprovante de receita Proporcional ao faturamento
LTDA / S/A CNPJ + contrato social + balanço ou DRE Criteriosa, considera histórico financeiro da empresa Limites mais altos, negociáveis

Além do CNPJ ativo, a maioria das instituições exige que a empresa tenha uma conta PJ aberta na mesma instituição. O cartão é geralmente vinculado a essa conta, e o histórico de movimentações influencia diretamente a análise de crédito e o limite aprovado.

Cartão de crédito para CNPJ com CPF sujo: é possível?

Depende. Algumas fintechs avaliam o CNPJ de forma independente do CPF dos sócios, especialmente quando a empresa tem histórico próprio de movimentações. Bancos tradicionais, por outro lado, costumam considerar o perfil dos sócios na análise. Para empresas com restrições no CPF dos sócios, a alternativa mais viável é buscar instituições digitais que ofereçam análise baseada exclusivamente no CNPJ e no faturamento da empresa.

Como solicitar um cartão de crédito pelo CNPJ: passo a passo

O processo para fazer cartão de crédito com CNPJ pela internet é relativamente simples e pode ser feito inteiramente online na maioria das instituições. Veja o fluxo padrão:

  1. Abra uma conta PJ na instituição escolhida — a maioria dos cartões PJ está vinculada a uma conta empresarial.
  2. Acesse o app ou portal da instituição e localize a opção de solicitação de cartão de crédito empresarial.
  3. Envie os documentos exigidos: CNPJ ativo, contrato social (ou certificado MEI), documentos dos sócios e, em alguns casos, comprovante de faturamento. Aguarde a análise de crédito — o prazo varia de minutos (fintechs) a alguns dias úteis (bancos tradicionais).
  4. Receba o cartão no endereço cadastrado. Muitas instituições já liberam o cartão virtual para uso imediato enquanto o físico não chega.

Para aumentar as chances de aprovação, mantenha o CNPJ sem pendências na Receita Federal, movimente regularmente a conta PJ e apresente documentação completa. Empresas com histórico de pagamentos em dia e faturamento consistente tendem a receber limites maiores logo na aprovação inicial.

Quer ver como uma plataforma completa de gestão de despesas funciona na prática? Na Payfy, unimos cartões corporativos inteligentes com políticas de gastos, aprovações automáticas e conciliação em tempo real — tudo integrado ao seu ERP. Agende uma demonstração gratuita e veja como funciona para empresas do seu porte.

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Vantagens e desvantagens do cartão de crédito para CNPJ

Antes de contratar um cartão PJ, é importante entender o que ele entrega — e o que não entrega. A decisão deve considerar o estágio da empresa, o volume de despesas e o nível de controle que o financeiro precisa manter.

Vantagens

  • Separação de finanças pessoais e empresariais: todas as despesas da empresa ficam em um único lugar, facilitando a contabilidade e a separação fiscal.
  • Prazo para pagamento: o cartão de crédito dá fôlego ao fluxo de caixa — a empresa compra hoje e paga no vencimento da fatura, sem impacto imediato no saldo.
  • Parcelamento de compras: útil para aquisições maiores, como equipamentos ou estoques, diluindo o impacto financeiro ao longo dos meses.
  • Construção de histórico de crédito empresarial: o uso regular e o pagamento em dia fortalecem o score do CNPJ, facilitando o acesso a crédito futuro.
  • Benefícios adicionais: programas de pontos, cashback, seguros de compra e acesso a salas VIP em aeroportos, dependendo do cartão.
  • Cartões adicionais para colaboradores: alguns produtos permitem emitir cartões para funcionários, centralizando despesas em uma única fatura.

Desvantagens

  • Anuidade e tarifas: cartões com mais benefícios geralmente cobram anuidade. É preciso avaliar se o custo se justifica pelo uso.
  • Risco de endividamento: sem controle de gastos, o crédito rotativo — com juros elevados — pode comprometer o caixa da empresa.
  • Visibilidade limitada: cartões PJ tradicionais não oferecem controle em tempo real por colaborador, centro de custo ou categoria de despesa.
  • Falta de política de gastos: sem regras definidas, colaboradores com cartão adicional podem realizar despesas fora do orçamento sem que o financeiro saiba na hora.
  • Burocracia na aprovação: empresas novas ou com histórico financeiro incipiente podem enfrentar dificuldades para aprovação ou limites baixos.

Como escolher o melhor cartão de crédito para o seu CNPJ

Não existe um cartão PJ universalmente melhor. A escolha depende do porte da empresa, do volume de gastos, dos benefícios prioritários e — especialmente para empresas maiores — do nível de controle que o financeiro precisa ter sobre as despesas.

Avalie os seguintes critérios antes de decidir:

  • Tipo de CNPJ aceito: confirme se o cartão atende à natureza jurídica da sua empresa (MEI, ME, LTDA, S/A).
  • Anuidade e tarifas: compare os custos totais, incluindo mensalidades, tarifas de saque e taxas de cartões adicionais.
  • Limite de crédito: avalie se o limite disponível é compatível com o volume de gastos mensais da empresa. Benefícios relevantes: milhas, cashback e seguros são úteis, mas só se a empresa realmente utiliza esses benefícios.
  • Controle e visibilidade: o cartão oferece dashboard em tempo real? É possível definir limites por colaborador? Há alertas de transações suspeitas?
  • Integração com sistemas de gestão: para empresas que usam ERP (Totvs, Sankhya, Omie, Senior, entre outros), a integração de sistemas elimina retrabalho na contabilidade.
  • Política de gastos: o produto permite configurar regras de uso — categorias permitidas, horários, estabelecimentos — ou é apenas um cartão sem controles?

Para MEIs e pequenas empresas com poucos gastos mensais, um cartão PJ sem anuidade de uma fintech digital resolve bem o problema de separação de finanças. Para empresas com múltiplos colaboradores, centros de custo e alto volume de despesas, o cartão PJ tradicional rapidamente se torna insuficiente.

Além do cartão PJ: gestão de despesas corporativas com controle real

O cartão de crédito para CNPJ resolve o problema de separação de finanças. Mas não resolve o problema de controle de gastos corporativos — e essa distinção é fundamental para empresas em crescimento.

Quando a empresa tem 10, 20 ou 50 colaboradores realizando despesas, o financeiro precisa de muito mais do que uma fatura mensal consolidada. Precisa saber, em tempo real, quem gastou, quanto, em quê e se aquele gasto está dentro da política aprovada. Precisa de aprovações antes que o dinheiro saia. Precisa de conciliação automática com o ERP. Precisa de relatórios prontos para auditoria.

É exatamente esse nível de controle que a Payfy oferece. A plataforma une cartões corporativos pré-pagos inteligentes com gestão de despesas, reembolsos, pagamentos via PIX e automação contábil em um único ambiente — integrado ao ERP da empresa.

Na prática, o financeiro define políticas de gastos por perfil, centro de custo ou projeto. Cada cartão corporativo emitido para um colaborador já nasce com as regras configuradas: limite, categorias permitidas, horários e estabelecimentos autorizados. Qualquer transação fora da política gera um alerta automático. Comprovantes são capturados pelo app ou WhatsApp, lidos por OCR e IA, e categorizados automaticamente na conta contábil correta.

O resultado: fechamento mensal até 4 vezes mais rápido, zero planilhas manuais e visibilidade total sobre cada centavo gasto na empresa — antes, durante e depois da transação.

A Payfy tem parceria estratégica com o Banco do Brasil e já atende mais de 1.500 empresas no Brasil, incluindo LG, P&G, Havaianas, Botafogo e Unimed.

Perguntas frequentes sobre cartão de crédito para CNPJ

MEI pode ter cartão de crédito empresarial?

Sim. Qualquer MEI com CNPJ ativo pode solicitar um cartão de crédito empresarial. Muitas fintechs e bancos digitais oferecem aprovação simplificada para MEIs, com análise baseada no faturamento anual. O processo costuma ser rápido e pode ser feito inteiramente pelo app.

Preciso ter conta PJ para solicitar cartão de crédito pelo CNPJ?

Na maioria dos casos, sim. O cartão PJ geralmente é vinculado a uma conta empresarial na mesma instituição. O histórico de movimentações da conta influencia a análise de crédito e o limite aprovado. Abrir a conta PJ antes de solicitar o cartão é o caminho mais indicado.

Qual a diferença entre cartão corporativo e cartão de crédito PJ?

O cartão de crédito PJ é emitido em nome do CNPJ com um titular principal. O cartão corporativo é projetado para ser distribuído entre colaboradores, com limites individuais, políticas de uso configuráveis e controle centralizado pelo financeiro. Para empresas com equipes que realizam despesas, o modelo corporativo oferece muito mais controle.

É possível emitir cartões adicionais para funcionários no cartão PJ?

Depende da instituição e do produto contratado. Alguns bancos permitem cartões adicionais vinculados ao mesmo limite. Porém, para controle efetivo por colaborador — com limites individuais, políticas de gastos e visibilidade em tempo real — o modelo de cartão corporativo gerenciado por uma plataforma de gestão de despesas é mais adequado.

Cartão de crédito para CNPJ afeta o score da empresa?

Sim. O uso regular do cartão e o pagamento em dia constroem o histórico de crédito do CNPJ, melhorando o score empresarial. Atrasos e inadimplência têm o efeito contrário, dificultando o acesso a crédito futuro e podendo impactar a análise de fornecedores e parceiros comerciais.

Conclusão

O cartão de crédito para CNPJ é uma ferramenta essencial para qualquer empresa que queira organizar suas finanças, separar despesas pessoais das empresariais e construir um histórico de crédito sólido. Para MEIs e pequenas empresas, um cartão PJ sem anuidade de uma fintech digital resolve bem o problema inicial. Para empresas em crescimento, com múltiplos colaboradores e centros de custo, o cartão PJ tradicional é apenas o ponto de partida — o que faz diferença é o nível de controle financeiro, automação e visibilidade que a empresa consegue manter sobre cada gasto.

Se sua empresa já passou da fase de "separar finanças" e precisa de controle real — com políticas de gastos, aprovações, conciliação automática e integração com ERP — a Payfy foi construída exatamente para isso. Agende uma demonstração gratuita e veja como mais de 1.500 empresas no Brasil estão fechando o mês com mais velocidade, menos retrabalho e controle total sobre cada despesa.

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