Cartão corporativo: riscos e fraudes mais comuns
Veja os riscos e fraudes mais comuns em cartão corporativo e como prevenir desvios com política, limites e controle em tempo real. Saiba mais
Veja os riscos e fraudes mais comuns em cartão corporativo e como prevenir desvios com política, limites e controle em tempo real. Saiba mais

O cartão corporativo é, hoje, um dos instrumentos mais estratégicos para empresas que precisam de agilidade operacional. Equipes externas, viagens de negócios, compras de insumos, assinaturas de software — tudo passa pelo cartão. Mas essa mesma conveniência abre brechas que custam caro.
Segundo a Febraban, o Brasil registra perdas bilionárias anuais com fraudes em meios de pagamento — e cartões corporativos figuram entre os alvos mais vulneráveis, especialmente em empresas sem controles automatizados. [Febraban, Pesquisa de Crimes Cibernéticos, 2024] Além disso, mais de 60% dos casos de uso indevido envolvem colaboradores da própria empresa — seja por descuido, seja por má-fé. [ACFE, Report to the Nations, 2024]
Para times financeiros de médias e grandes empresas, o desafio é duplo: garantir agilidade para quem opera no campo e, ao mesmo tempo, manter controle total sobre cada centavo gasto. Sem visibilidade em tempo real, sem políticas claras e sem tecnologia de apoio, qualquer empresa está vulnerável.
Neste artigo, você vai conhecer os riscos e fraudes mais comuns com cartões corporativos, entender como eles acontecem na prática e descobrir quais mecanismos de controle realmente funcionam.
O que é risco em cartão corporativo?
Risco em cartão corporativo é qualquer situação — intencional ou operacional — que exponha a empresa a perdas financeiras, passivos fiscais ou descumprimento de políticas internas por meio do uso inadequado de cartões corporativos.
Existem três categorias: risco externo (fraude por terceiros), risco interno (uso indevido por colaboradores) e risco operacional (falhas de processo).
Os três tipos coexistem no dia a dia corporativo. E, na maioria das vezes, o risco operacional é o que mais passa despercebido — porque não parece fraude, mas gera o mesmo impacto no caixa.
É o tipo mais frequente e, muitas vezes, o mais difícil de identificar. O colaborador usa o cartão da empresa para pagar despesas pessoais — um jantar com a família, uma compra online, uma assinatura de streaming.
Como acontece na prática:
Impacto financeiro: Em empresas com 50 ou mais cartões ativos, o custo acumulado de pequenas compras pessoais pode ultrapassar R$ 50.000 por ano sem que o financeiro perceba.
O que é splitting em cartão corporativo?
Splitting é a prática de dividir uma compra em múltiplas transações de valor menor para burlar o limite de aprovação automática — por exemplo, fracionar R$ 3.000 em três transações de R$ 999 para evitar a necessidade de aprovação do gestor.
Por que é perigoso:
Sinal de alerta: Múltiplas transações de valor similar no mesmo estabelecimento, no mesmo dia ou em dias consecutivos.
O colaborador solicita reembolso por uma despesa que já foi paga pelo cartão corporativo — ou apresenta comprovantes com valores alterados. Em ambientes com processos manuais, essa prática passa facilmente.
Cenário real:
Um analista de campo realiza uma viagem, paga o hotel com o cartão corporativo e, ao retornar, solicita reembolso da mesma despesa alegando ter pago do próprio bolso. Sem cruzamento automático de dados, o financeiro aprova os dois pagamentos.
Custo médio estimado: Empresas sem automação de conciliação perdem em média 3% a 5% do volume total de reembolsos com duplicidades não detectadas.
Ataques externos ainda são uma realidade. A clonagem de cartões físicos, o phishing e o vazamento de dados em ambientes digitais expõem os dados do cartão corporativo a criminosos.
O que é skimming?
Skimming é a instalação de um dispositivo físico em maquininhas de pagamento para capturar os dados do cartão no momento da transação, permitindo a clonagem posterior.
Modalidades mais comuns:
Dado importante: O Brasil é o segundo país do mundo com mais fraudes em meios de pagamento digitais, segundo o relatório da Febraban [Pesquisa de Crimes Cibernéticos, 2024]. Empresas com cartões de limite alto são alvos prioritários.
Mesmo sem intenção fraudulenta, compras em categorias não relacionadas ao negócio geram desvio de verba. Sem bloqueio por MCC, um cartão corporativo pode ser usado em cassinos, bares, lojas de conveniência ou qualquer outro estabelecimento.
Exemplos de categorias de risco sem controle:
Consequência para o financeiro: Além do prejuízo direto, essas transações criam passivos fiscais — gastos pessoais lançados como despesa operacional podem ser questionados pelo Fisco.
O que é kickback em fraude corporativa?
Kickback é o benefício pessoal — financeiro ou em espécie — recebido por um colaborador em troca de aprovar pagamentos superfaturados a um fornecedor. É um dos esquemas de fraude mais difíceis de detectar sem controles de auditoria.
Um dos riscos mais sofisticados. O colaborador responsável por compras aprova pagamentos superfaturados para fornecedores em troca de benefícios pessoais. O cartão corporativo é usado para formalizar a transação.
Como identificar:
Por que é grave: Além do prejuízo financeiro, configura crime de corrupção privada e pode gerar responsabilidade legal para a empresa.
Este é o risco operacional mais subestimado. Sem comprovante vinculado à transação, o financeiro não consegue classificar o gasto corretamente — e a conciliação contábil vira um processo manual, lento e cheio de lacunas.
Impacto direto:
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| Setor | Risco Predominante | Exemplo Prático |
|---|---|---|
| Varejo | Uso pessoal e splitting | Compras em fornecedores não cadastrados |
| Saúde | Reembolsos duplicados | Despesas de campo sem comprovante físico |
| Indústria | Conluio com fornecedores | Superfaturamento em insumos |
| Serviços | Transações não autorizadas | Assinaturas em nome da empresa para uso pessoal |
| Financeiro | Clonagem e phishing | Cartões virtuais comprometidos |
Planilhas, aprovações por e-mail e conferência manual de extratos foram suficientes quando o volume de transações era baixo. Hoje, não são.
Os principais gargalos dos controles tradicionais:
Um CFO que ainda depende de planilhas para controlar 200 cartões corporativos está, na prática, gerindo no escuro.
| Critério | Controle Tradicional | Controle Automatizado |
|---|---|---|
| Visibilidade de gastos | Mensal (no fechamento) | Tempo real |
| Detecção de fraude | Manual, reativa | Automática, preventiva |
| Bloqueio por categoria | Não disponível | Por MCC configurável |
| Conciliação contábil | 3–5 dias úteis | Até 2 dias (93% dos recibos) |
| Comprovantes | E-mail/WhatsApp desvinculado | OCR vinculado à transação |
| Reembolsos duplicados | Risco alto sem cruzamento | Cruzamento automático |
| Integração com ERP | Exportação manual | Nativa e automática |
| Custo de erro humano | Alto | Reduzido |
Se você responder "sim" a mais de 3 perguntas abaixo, sua empresa precisa revisar urgentemente os controles:
Os tipos mais comuns são: uso pessoal do cartão por colaboradores, divisão de compras para burlar limites de aprovação (splitting), reembolsos duplicados, clonagem por skimming, transações em estabelecimentos não permitidos, conluio com fornecedores e ausência de comprovantes na conciliação. Pesquisas do setor indicam que mais de 60% dos casos envolvem colaboradores internos [ACFE, Report to the Nations, 2024].
Política de uso de cartão corporativo é um documento formal que define quem pode usar o cartão, em quais categorias de gastos, com quais limites e quais obrigações de prestação de contas. Uma política eficaz deve incluir: categorias permitidas por MCC, limites por período e por transação, prazo para envio de comprovantes, processo de aprovação de gastos excepcionais e consequências para uso indevido.
MCC (Merchant Category Code) é um código de 4 dígitos que classifica o tipo de estabelecimento onde uma compra é realizada — como restaurante, posto de gasolina ou cassino. Empresas que configuram bloqueios por MCC no cartão corporativo impedem automaticamente gastos em categorias não autorizadas, sem precisar revisar cada transação manualmente. O bloqueio acontece no momento da transação, antes da aprovação, e pode ser configurado por grupo de usuários ou por cartão individual.
O bloqueio por MCC impede que o cartão corporativo seja aprovado em determinadas categorias de estabelecimentos — como cassinos, bares noturnos ou marketplaces sem CNPJ identificado. O bloqueio é aplicado automaticamente no momento da transação, antes da aprovação, sem necessidade de revisão manual. É configurado pela empresa emissora do cartão e pode ser ajustado por grupo de usuários ou por cartão individual.
O cartão corporativo virtual é gerado digitalmente, pode ter validade única ou limitada a um fornecedor específico, e elimina o risco de clonagem física. O cartão físico é necessário para pagamentos presenciais, mas exige controles adicionais como bloqueio por MCC e limite por período. Para compras online e fornecedores recorrentes, o cartão virtual com regras configuráveis oferece maior segurança e rastreabilidade.
A forma mais eficaz é implementar alertas em tempo real configurados por regras de compliance — como notificações automáticas para transações acima de determinado valor, em categorias bloqueadas ou fora do horário comercial. Plataformas com monitoramento por inteligência artificial fazem esse acompanhamento de forma contínua, sem depender de revisão manual pelo time financeiro.
O cruzamento automático entre solicitações de reembolso e transações registradas no cartão corporativo é a solução mais eficiente. Sistemas com conciliação automática identificam se aquela despesa já foi paga pelo cartão antes de liberar o reembolso — eliminando duplicidades sem esforço manual do time financeiro.
Sim, especialmente para compras online. Cartões virtuais com validade única ou limitados a um fornecedor específico eliminam o risco de clonagem e uso não autorizado após a compra. A emissão de cartões virtuais com regras configuráveis — ideal para compras pontuais ou fornecedores não recorrentes — é uma das práticas mais eficazes de prevenção a fraudes externas.
Sim. A empresa é legalmente responsável por todas as transações realizadas com seus cartões corporativos. Em casos de fraude externa comprovada, é possível contestar junto ao banco emissor — desde que comunicado dentro do prazo estabelecido pelo contrato. Para fraudes internas cometidas por colaboradores, a empresa pode acionar o funcionário civil e criminalmente, mas precisa ter registros auditáveis como evidência. Por isso, políticas documentadas e rastreabilidade de transações são obrigatórias.
Sim. O volume menor de transações não elimina o risco — na verdade, pode amplificá-lo, porque times pequenos tendem a ter menos camadas de controle. Além disso, o impacto percentual de uma fraude é proporcionalmente maior em empresas menores. Ferramentas de gestão de despesas com controle automatizado são escaláveis e acessíveis independentemente do porte da empresa.
Fraudes e riscos com cartão corporativo não são inevitáveis. Eles são, em grande parte, resultado de processos inadequados, falta de visibilidade em tempo real e ausência de políticas automatizadas.
O time financeiro que ainda depende de planilhas e e-mails para controlar gastos corporativos não está sendo cuidadoso — está sendo lento. E lentidão, no contexto de fraude, é sinônimo de prejuízo.
Resumo executivo: Fraudes com cartão corporativo têm três origens principais — uso indevido interno, ataques externos e falhas operacionais. As medidas mais eficazes de prevenção são: bloqueio por MCC, cartões virtuais com validade única, alertas em tempo real e conciliação automática com comprovantes vinculados. Empresas que implementam controles automatizados reduzem em até 80% o tempo de detecção de desvios e eliminam a dependência de revisão manual no fechamento mensal.
Esta seção apresenta funcionalidades da plataforma Payfy aplicadas aos riscos descritos acima.
Plataformas de gestão de despesas corporativas com controle automatizado reduzem riscos de fraude por meio de três mecanismos principais: regras preventivas configuráveis por cartão, monitoramento de transações em tempo real por inteligência artificial e conciliação automática com vinculação de comprovantes. A seguir, como cada mecanismo funciona na prática com a Payfy.
Com os Cartões Corporativos Payfy, é possível configurar regras específicas para cada cartão ou grupo de usuários:
Essa granularidade de controle — o que chamamos de Granular Budget Governance — elimina a maioria dos riscos de uso indevido antes que a transação aconteça.
O motor de inteligência artificial da Payfy monitora cada transação em tempo real com três funções principais:
Dois dos maiores riscos operacionais — ausência de comprovante e conciliação manual falha — são resolvidos por funcionalidades específicas da Payfy:
Modo Scan: o colaborador aponta a câmera do celular para o comprovante físico ou digital. O Agente de IA extrai todos os dados via OCR (reconhecimento óptico de caracteres) + LLM (modelo de linguagem de grande escala), sem digitação manual. Em segundos, o comprovante está vinculado à transação.
Auto Match: o colaborador envia a nota fiscal e o sistema localiza automaticamente a transação correspondente no cartão para confirmação. Sem cruzamento manual, sem margem para duplicidade.
O resultado? 93% dos recibos conciliados em até 2 dias e fechamento mensal até 4 a 5 vezes mais rápido — dados reais da base de clientes Payfy.
Para eliminar o risco de reembolsos duplicados ou inflados, a Payfy oferece Reembolsos Corporativos via PIX com fluxo estruturado:
Cada etapa gera registro auditável — fundamental para empresas que passam por auditorias internas ou precisam de conformidade com a LGPD e normas contábeis.
A Payfy tem integrações nativas com TOTVS Protheus, OMIE, SAP, Senior e Sankhya — os principais ERPs do mercado brasileiro. Isso garante que cada transação aprovada seja lançada automaticamente no sistema contábil, sem retrabalho manual e sem risco de divergência entre o extrato do cartão e os livros contábeis.
Veja na prática como a Payfy protege sua empresa contra fraudes, automatiza a conciliação e dá ao seu time financeiro controle total sobre cada transação — em tempo real.
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Payfy é parceira do Banco do Brasil e foi investida pelo CVC do Banco do Brasil em 2022. Mais de 1.500 empresas confiam na plataforma para gestão de despesas corporativas com cartão, reembolsos, automação contábil e IA.
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