Calculadora gratuita

Quanto custa, de verdade, cada quilômetro rodado

Combustível é a parte visível da conta. Preencha os dados do veículo e veja duas respostas: o custo real de rodar com este carro, e a faixa de taxa que faz sentido adotar na política de reembolso da empresa.

Combustível

R$
km/l

Use o consumo medido, não o da ficha técnica.

Manutenção

R$

Revisões, óleo, pneus, freios. Não inclua conserto excepcional — se houve um câmbio ou motor no período, use a média de dois ou três anos, senão a conta distorce.

Custos fixos e depreciação

R$
R$
%

Depreciação no ano: R$ 7.000,00. Consulte a Tabela Fipe do seu modelo hoje e há doze meses para chegar ao percentual real. Entre 8% e 15% ao ano cobre a maioria dos carros de passeio no Brasil.

Uso

km
km

Resposta 1 · para o colaborador

Custo real deste veículo

R$ 1,35/km

Reembolso do período

R$ 672,50
Combustível
Manutenção
Custos fixos
Depreciação

Resposta 2 · para a empresa

Taxa para a política de reembolso

Uma política precisa de taxa única. Mas o custo por km do mesmo carro muda conforme ele roda — porque seguro, IPVA e depreciação são diluídos pela quilometragem. Veja a faixa:

Km por anoCusto por kmPerfil
10.000 kmUso eventual
20.000 kmUso regular
30.000 kmUso intenso

  • Pedágio e estacionamento ficam fora da taxa. Têm comprovante próprio e são reembolsados à parte. Embutir na taxa faz a empresa pagar duas vezes ou o colaborador receber de menos.
  • Taxa muito acima do custo real gera risco. O reembolso se sustenta como ressarcimento porque corresponde a gasto real. Guarde a memória de cálculo junto da política.
  • Combustível varia por região. Empresa com filiais em estados diferentes pode precisar de taxa por região, não nacional.

Como o custo por quilômetro é calculado

Não existe número único de mercado. O custo por km depende do veículo, do quanto ele roda e de quais despesas a empresa decide reconhecer. O que existe é um método — e ele cabe numa linha.

A fórmula

Custo por km = preço do litro ÷ km por litro + manutenção anual ÷ km no ano + custos fixos anuais ÷ km no ano + depreciação anual ÷ km no ano
1

Combustível

Divida o preço do litro pelo consumo real do veículo, não pelo número da ficha técnica. Consumo em cidade costuma ficar 20% a 30% abaixo do informado pela montadora.

2

Manutenção

Revisões, óleo, pneus, freios — o que é recorrente. Um conserto excepcional no período distorce a conta: nesse caso use a média de dois ou três anos.

3

Custos fixos

Seguro, IPVA, licenciamento. São pagos independentemente do uso, então o valor por km cai quanto mais o carro roda — e é por isso que a quilometragem anual entra na conta.

4

Depreciação

A perda de valor no ano. Consulte a Tabela Fipe do seu modelo hoje e há doze meses. É o item que quase ninguém inclui e costuma ser o segundo maior da conta.

Custo individual e taxa de política são coisas diferentes

A fórmula acima responde quanto custa rodar com um veículo específico. Uma política de reembolso precisa de outra coisa: um valor único, igual para todo mundo. E os dois números não coincidem, porque seguro, IPVA e depreciação são custos anuais diluídos pela quilometragem — o mesmo carro tem custo por km bem mais alto se roda 10 mil km no ano do que se roda 30 mil.

Por isso a calculadora mostra as duas respostas. Para definir a taxa da política, o critério prático é a quilometragem mediana da sua frota, não a média — a média é distorcida por quem roda muito pouco ou muito.

Três cuidados ao publicar a taxa: pedágio e estacionamento ficam fora dela, porque têm comprovante próprio; guarde a memória de cálculo junto do documento, já que o reembolso se sustenta como ressarcimento por corresponder a gasto real; e considere taxa por região se a empresa tem filiais em estados com preços de combustível muito diferentes.

Reembolsar só o combustível sai caro para o funcionário

Quando a empresa paga apenas o abastecimento, quem usa o carro próprio absorve manutenção, seguro e depreciação. Nos valores padrão desta calculadora, isso significa mais da metade do custo real ficando com o colaborador.

A prática usual no Brasil é definir um valor único por quilômetro que já embuta todos esses componentes, publicá-lo na política de despesas e revisá-lo quando o preço do combustível se desloca. Assim o reembolso vira uma linha só, auditável, sem exigir nota de posto a cada viagem.

Próximo passo

Um valor por km só vale se estiver escrito na política

Sem documento, a taxa vira combinado verbal — e cada aprovação volta a ser uma negociação. A Payfy tem uma ferramenta gratuita que monta a política de gastos da sua empresa, e o valor por quilômetro entra como uma das regras.

Montar minha política de gastos

Gratuito. O documento sai pronto para compartilhar com o time.

  1. 1

    Responda ao questionário

    Porte da empresa, categorias de despesa e quem aprova o quê.

  2. 2

    Ajuste os limites

    Inclua a taxa por km que você acabou de calcular, com a regra de revisão.

  3. 3

    Compartilhe com o time

    Documento pronto, baseado em benchmark do mercado brasileiro.

Perguntas frequentes

Não existe valor oficial obrigatório para empresas privadas no Brasil. Cada organização define a própria taxa e a registra na política de despesas. Na prática, os valores praticados variam bastante conforme o tipo de veículo e a quilometragem mensal — por isso o cálculo com os seus próprios números é mais confiável que copiar uma tabela de terceiros.

Some quatro componentes: combustível (preço do litro dividido pelo consumo real em km/l), manutenção anual, custos fixos anuais como seguro e IPVA, e depreciação anual. Divida os três últimos pela quilometragem rodada no ano e some ao custo de combustível. O resultado é o custo por quilômetro.

Reembolso de despesa é ressarcimento, não remuneração — desde que corresponda a um gasto real do colaborador a serviço da empresa e esteja devidamente documentado. O que sustenta esse enquadramento é a documentação: política formalizada, registro de trajeto com origem, destino e finalidade, e critério de cálculo transparente. Sem isso, o valor pode ser reclassificado. Como o tratamento depende do regime tributário e da estrutura de cada empresa, vale confirmar com a sua contabilidade.

Quando a empresa adota valor único por quilômetro, o comprovante que importa é o registro do trajeto, não o cupom de abastecimento. O cupom só faz sentido no modelo de reembolso por gasto efetivo — que é mais trabalhoso de auditar e ignora manutenção e depreciação. Escolha um dos dois modelos e mantenha a coerência.

O componente que mais se move é o combustível. Uma revisão semestral cobre a maioria dos casos, com uma cláusula na política permitindo revisão extraordinária quando o preço do litro variar acima de um percentual definido. Deixar isso escrito evita renegociação caso a caso.

Depende de quem é dono do veículo. Se o carro é do colaborador, o reembolso por km é o mecanismo correto, porque remunera o uso do bem dele. Se o veículo é da empresa, cartão corporativo com limite por categoria é mais simples: o gasto já entra classificado e não exige adiantamento nem prestação de contas posterior. Frotas mistas costumam usar os dois em paralelo.

Calcular é a parte fácil. O trabalho é o mês inteiro.

Depois de definir o valor por km, alguém ainda precisa receber o trajeto, conferir, aprovar, pagar e lançar no ERP. Na Payfy, o colaborador registra a rota pelo app, a aprovação segue a alçada da política e o reembolso sai por Pix — já classificado no centro de custo certo.

Pix
Reembolso pago no mesmo dia da aprovação, sem esperar a folha
App
Registro de trajeto pelo celular, com origem, destino e finalidade
ERP
Integração nativa com TOTVS, SAP, Senior, Sankhya e Omie