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EBITDA: o que é, para que serve e como calcular

André Apollaro

Data de publicação: 17/01/2024

EBITDA
EBITDA

No mundo das finanças corporativas, o EBITDA é muito utilizado para avaliar a saúde financeira e potencial de lucro de uma empresa. Mas o que exatamente significa o termo EBITDA? Inclusive, por que essa métrica é tão importante e como podemos calculá-la?

Para responder essas e outras perguntas, neste artigo, vamos explorar o significado do EBITDA, sua relevância nas finanças corporativas e fornecer um guia completo sobre como calcular essa métrica financeira tão fundamental.

Boa leitura!!!

O que é o EBITDA?

EBITDA é uma sigla em inglês para se referir a frase “Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation, and Amortization“, que traduzida para o português significa “Lucros antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização”, também conhecido como LAJIDA.

Essa métrica é particularmente útil para analisar o desempenho operacional de uma empresa, ignorando o impacto de fatores como:

  • estrutura de capital (juros);
  • políticas fiscais (impostos); e,
  • envelhecimento dos ativos (depreciação e amortização).

Assim, ao utilizar o EBITDA, os analistas financeiros podem comparar a lucratividade operacional de empresas, considerando apenas os fatores que estão diretamente relacionados às operações do negócio.

No entanto, embora o EBITDA seja uma métrica amplamente utilizada, ela não fornece um cenário completo da saúde financeira da empresa, pois não leva em consideração todas as variáveis contábeis.

Por esse motivo, o EBITDA deve ser utilizado em conjunto com outros indicadores financeiros, como por exemplo:

  • lucro líquido;
  • margem bruta;
  • retorno sobre patrimônio líquido;
  • liquidez;
  • endividamento;
  • entre outros.

Para quê serve o EBITDA?

O EBITDA tem várias finalidades e é utilizado como uma métrica financeira importantíssima em diversas análises e tomadas de decisão. Confira abaixo algumas das principais aplicações do EBITDA:

Avaliação da lucratividade operacional

Como já mencionado, o EBITDA permite analisar a rentabilidade das operações principais de uma empresa, excluindo os fatores financeiros, como juros, impostos, depreciação e amortização; que podem variar significativamente entre empresas e setores.

Ou seja, ele fornece uma visão mais clara da capacidade da empresa de gerar lucros a partir de suas operações principais, e ajuda a entender se o negócio precisa de uma reestruturação mais profunda para se manter competitivo no mercado.

Comparação de desempenho

O EBITDA também é amplamente utilizado para comparar o desempenho financeiro de empresas dentro do mesmo setor ou até mesmo em setores diferentes.

Assim, ao eliminar fatores não operacionais, o EBITDA possibilita uma análise mais precisa da eficiência e do desempenho relativo das empresas, esclarecendo os estudos de gestores e investidores no aspecto de produtividade operacional.

Análise de viabilidade financeira

O EBITDA é um indicador indispensável para avaliar a viabilidade financeira de uma empresa, especialmente em situações de fusões, aquisições ou investimentos.

Através dele, conseguimos determinar a capacidade da empresa de gerar fluxo de caixa operacional e cobrir suas obrigações financeiras de curto e longo prazo.

Apoio à tomada de decisões estratégicas

Acima de tudo, o EBITDA oferece informações valiosas para auxiliar na tomada de decisões estratégicas, ajudando os gestores a identificar as áreas do negócio que contribuem mais para a lucratividade operacional, e assim alocar recursos de forma mais eficiente.

Comunicação com investidores

Por conta de todas essas aplicações, o EBITDA é frequentemente utilizado em relatórios financeiros e comunicações com investidores, para fornecer uma visão resumida da lucratividade operacional de uma empresa.

Os investidores usam esse indicador de forma muito parecida aos gestores da própria empresa. Assim, eles tentam avaliar através do EBITDA o estado do negócio, a consistência das suas operações e consequentemente o seu potencial de lucro.

Por isso, antes de investir em qualquer negócio é crucial estudar o seu EBITDA, e se possível compará-lo ao mesmo indicador de outras empresas do mesmo porte e setor.

Como calcular o EBITDA?

O cálculo do EBITDA envolve algumas etapas complexas, mas não se preocupe, tudo vai ficar mais simples antes do final da leitura.

Em primeiro lugar, veja abaixo a fórmula básica para calcular o EBITDA:

EBITDA = Lucro Operacional + Depreciação + Amortização

Em seguida, devemos compreender o que cada uma das palavras representa, em termos contábeis, e como calculá-las. Por isso, aqui está uma breve explicação de cada componente da fórmula:

Lucro Operacional

O Lucro Operacional, é a métrica financeira que representa o resultado obtido por uma empresa após deduzir da sua receita total os custos e despesas operacionais, sem considerar os gastos com juros e impostos.

Lucro Operacional = Receitas Totais – Custos Operacionais

Em outras palavras, o Lucro Operacional é calculado ao subtrair da receita bruta (receitas totais) os custos e despesas relacionados às atividades operacionais da empresa, como:

  • custo dos produtos vendidos;
  • despesas de vendas;
  • despesas administrativas;
  • entre outros.

Depreciação

A depreciação se refere à perda de valor de um ativo tangível ao longo do tempo devido ao desgaste, obsolescência, uso ou outros fatores.

Em termos contábeis, a depreciação é a alocação sistemática do custo de um ativo ao longo de sua vida útil estimada.

Quando uma empresa adquire um ativo tangível, como um prédio, máquina, veículo ou equipamento, esse ativo é considerado um investimento de longo prazo.

Com o passar do tempo, o ativo sofre desgaste físico, torna-se menos eficiente ou pode se tornar obsoleto devido ao avanço tecnológico. A depreciação é uma forma de refletir essa perda de valor gradual na contabilidade da empresa.

Amortização

De forma análoga à depreciação, que se aplica a ativos tangíveis, a amortização é aplicada a ativos intangíveis, como por exemplo:

  • patentes;
  • marcas registradas;
  • direitos autorais;
  • franquias;
  • licenças;
  • softwares.

Ou seja, assim como a depreciação, a amortização reconhece a perda de valor de um ativo ao longo do tempo. Assim, os ativos intangíveis possuem uma vida útil definida e limitada, e seu valor é amortizado durante esse período seguindo a mesma lógica da depreciação.

Passo a passo para calcular o EBITDA

Agora que você já conhece a fundo os componentes da fórmula do EBITDA, siga as etapas abaixo para efetivamente calculá-lo:

  1. Encontre o valor do Lucro Operacional no Demonstrativo de Resultado do Exercício (DRE) da empresa. Geralmente, ele está na linha “Resultado Operacional” ou “Lucro Operacional antes dos Juros e Impostos”.
  2. Identifique os valores de Depreciação e Amortização. Essas informações também estão no DRE ou nas notas explicativas das demonstrações financeiras da empresa.
  3. Some o Lucro Operacional, a Depreciação e a Amortização para obter o valor do EBITDA.

É válido notar que diferentes empresas podem apresentar pequenas variações no cálculo do EBITDA. Algumas empresas podem adicionar ou subtrair itens específicos, por isso, recomendo que você verifique as informações e os ajustes específicos realizados pela empresa em questão.

Qual a diferença entre EBITDA e EBIT?

A diferença entre EBITDA e EBIT está na inclusão ou exclusão de dois elementos: depreciação e amortização, que representam respectivamente o “D” e o “A” na sigla EBITDA.

Essa inclusão da depreciação e amortização no cálculo do EBITDA permite que essa métrica forneça uma visão mais ampla da lucratividade operacional do negócio, sem levar em conta o impacto dessas despesas que não movimentam o fluxo de caixa de fato.

Ou seja, o EBIT representa literalmente o Lucro Operacional que utilizamos na fórmula para calcular o EBITDA. Logo, podemos reescrever a mesma fórmula nos seguintes formatos:

EBITDA = Lucro Operacional + Depreciação + Amortização

(EBIT = Lucro Operacional)

EBITDA = EBIT + Depreciação + Amortização

EBITDA = EBIT + D + A

Conclusão: estude as métricas da empresa

Por fim, lembre-se que para tomar decisões embasadas e otimizar ao máximo a estratégia da nossa empresa precisamos conhecer profundamente nossas operações, e as métricas que nos permitem avaliar os resultados alcançados.

Então, não meça esforços para aprender sempre mais sobre estes conceitos contábeis e aplicá-los tanto no seu trabalho, quanto nos seus investimentos pessoais.

Para isso, confira também: Indicadores Financeiros: o que são e qual a sua finalidade para uma empresa.

Até a próxima!


André Apollaro

Founder & CEO da Payfy

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