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Blockchain: o que é e como funciona

André Apollaro

Data de publicação: 09/08/2023

blockchain
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Nos últimos anos, a blockchain tem emergido como uma das mais inovadoras e disruptivas tecnologias da era digital. 

Originalmente concebida como infraestrutura para o Bitcoin, a blockchain evoluiu além da sua aplicação inicial e se tornou um pilar essencial para uma nova era de internet descentralizada.

Mas o que exatamente é a blockchain e por que se fala tanto sobre ela?

Para responder essa pergunta, mergulharemos nas profundezas da tecnologia blockchain, desvendando seus fundamentos e características únicas. 

Também abordarei neste artigo, como ela proporciona uma maneira confiável de armazenar e transferir informações, superando alguns desafios cruciais da internet tradicional.

Vamos lá?!

O que é a blockchain?

Quando você ouve falar da blockchain, esse termo refere-se a um tipo especial de banco de dados que está distribuído em uma rede de computadores. Essa tecnologia permite um registro de transações sem a presença de uma autoridade central envolvida – como o governo ou uma empresa, por exemplo.

Ela nasceu para servir como infraestrutura para o Bitcoin e resolver o famoso problema do gasto duplo, mas sua aplicabilidade e propriedades se estenderam muito além do setor financeiro.

Em outras palavras, a estrutura básica da blockchain se resume a uma série de blocos de dados criptograficamente interligados entre si, que contêm informações sobre transações, metadados ou qualquer outro registro relevante aos usuários.

Ou seja, cada bloco é gerado a partir de novas transações e dos dados do bloco anterior, criando assim uma cadeia de blocos interdependentes que garantem a autenticidade das informações. Por isso o nome “blockchain”: ele vem do inglês e significa “cadeia de blocos”.

Assim, a blockchain representa um tipo especial de registro, que apresenta uma estrutura única, capaz de garantir propriedades extremamente úteis para:

  • sistemas financeiros;
  • autenticação de informações; e,
  • controle de dados digitais.

4 Principais características da blockchain

Neste segmento, exploraremos as quatro principais características que tornam a tecnologia blockchain única e revolucionária.

1. Descentralização

Como já mencionamos, a blockchain não é controlada por uma única entidade ou servidor central, em vez disso, ela é mantida por uma rede de computadores independentes, conhecidos como “nós” ou “nodos“, espalhados globalmente.

Estes nós independentes garantem que a rede seja extremamente resistente a ataques, pois para corromper o sistema um criminoso tem que atacar simultaneamente a maioria dos “nós”, tornando esse tipo de ataque economicamente inviável.

2. Consenso

Para adicionar um novo bloco à cadeia, é necessário que a maioria desses nós concorde com a validade das novas informações. Esse processo é conhecido como “consenso” e oferece ainda mais segurança ao sistema.

Ou seja, além da proteção contra ataques externos, a estrutura descentralizada da rede garante também a integridade de cada transação e a consistência do registro como um todo.

3. Imutabilidade

Uma vez que um bloco é adicionado à blockchain, ele não pode ser alterado ou excluído. Isso ocorre porque cada bloco contém uma assinatura criptográfica do bloco anterior, tornando impossível modificar um bloco sem alterar todos os blocos subsequentes.

4. Transparência

Como o registro da blockchain está distribuído entre todos os computadores da rede, o histórico das transações é visível e acessível ao público. Tornando possível que qualquer pessoa possa rastrear as transações desde o início até o estado atual.

Isso pode parecer estranho e perigoso, no entanto o histórico de transações não apresenta nenhum tipo de dado sensível sobre o usuário de cada conta, apenas as movimentações em si.

Dessa forma, essas 4 propriedades se complementam e estabelecem a estrutura básica que define o conceito de blockchain, garantindo todas as propriedades fundamentais dessa tecnologia revolucionária.

A blockchain é segura?

Apesar de apresentar propriedades pouco ortodoxas, a blockchain é considerada uma tecnologia extremamente segura, especialmente em comparação aos sistemas tradicionais de armazenamento e transações de dados.

Essa segurança é resultado da própria estrutura da blockchain, que utiliza como propriedades intrínsecas do sistema a:

  • criptografia;
  • descentralização;
  • imutabilidade; e,
  • transparência.

No entanto, como a interação com a rede acontece através de chaves privadas, cada usuário deve garantir a segurança e privacidade das suas próprias chaves – e é aí que mora o perigo.

Para ajudar na proteção das chaves, existem diferentes métodos que vão desde extensões de navegador e aplicativos até a utilização de hardwares; sendo estes últimos considerados a opção mais segura disponível no mercado.

Diferenças entre blockchain, token e criptomoeda

Se você já pesquisou mais a fundo sobre esse assunto com certeza se deparou com esses outros termos: o token e a criptomoeda.

Pois bem, “blockchain”, “token” e “criptomoeda” são todos termos relacionados à tecnologia de registro distribuído, no entanto se referem a conceitos distintos. 

Mas não se estresse, continue comigo que vou explicar a diferença entre eles!

Criptomoeda

Uma criptomoeda é uma forma de dinheiro digital que utiliza criptografia e redes descentralizadas a fim de garantir a segurança das transações e controlar a criação de novas unidades.

Cada criptomoeda existe em sua respectiva blockchain, ou seja, antes de estudar ou comprar qualquer criptomoeda, é crucial que você entenda qual a blockchain da criptomoeda em questão, e se essa blockchain é confiável.

O Bitcoin, por exemplo é a criptomoeda mais conhecida, mas existem muitas outras, como a ETH (Ethereum), XRP (Ripple), ADA (Cardano), entre outras. Cada uma delas com a sua própria blockchain, peculiaridades e propósitos específicos.

Token

Já um token, no contexto das blockchains, é uma unidade de valor que pode representar ativos digitais, utilidades ou direitos. Como por exemplo obras de arte, itens de jogos, contratos legais e qualquer outro tipo de ativo digital. 

Diferentemente das criptomoedas, os tokens não são nativos de uma blockchain, mas são criados a partir de blockchains já existentes.

A Ethereum, por exemplo, é a blockchain mais utilizada para a criação de tokens, graças à sua capacidade de suportar contratos inteligentes.

Blockchain

Portanto, a blockchain é a estrutura em que as criptomoedas e os tokens estão inseridos, sendo que as propriedades e funcionalidades de cada blockchain variam conforme os objetivos específicos de cada projeto.

Como surgiu a tecnologia blockchain?

A tecnologia blockchain foi concebida em 2008 por uma pessoa anônima (ou grupo de pessoas) usando o pseudônimo de Satoshi Nakamoto. Incrivelmente, até o momento presente, a real identidade por trás desta invenção revolucionária não foi descoberta.

Ainda assim, sabemos que a ideia original era criar um sistema de dinheiro digital descentralizado capaz de resistir às políticas monetárias abusivas dos bancos centrais, como uma consequência da crise financeira mundial de 2008 e suas repercussões. 

Com isso, a tecnologia blockchain resolveu um problema fundamental que até então impedia o desenvolvimento de uma moeda digital verdadeiramente descentralizada: o gasto duplo.

O gasto duplo é uma situação em que a mesma unidade de dinheiro digital é gasta duas vezes, o que é inaceitável para um sistema monetário confiável.

Por isso, ao registrar todas as transações em uma cadeia de blocos interligados, a blockchain garante que cada transação seja validada e registrada em uma ordem cronológica específica.

Essa tecnologia tornaria impossível gastar a mesma moeda digital duas vezes, pois a rede reconheceria que ela já foi gasta e rejeitaria a segunda transação.

Depois que o Bitcoin ganhou certa notoriedade, outros projetos adotaram a tecnologia da blockchain e a adaptaram para obter outras propriedades, como é o caso da Ethereum e sua máquina virtual capaz de executar contratos inteligentes e muito mais.

Quais os tipos de blockchain?

Como as blockchains apresentam variadas propriedades e objetivos, podemos classificá-las em diferentes categorias. Veremos abaixo os 3 principais tipos de classificação utilizados no mercado:

1 – Blockchain Pública

Uma blockchain pública é uma rede aberta e acessível a qualquer pessoa que queira participar dela. Ou seja, qualquer indivíduo pode se tornar um nó (participante) na rede, validar transações e contribuir para a segurança e consenso da blockchain.

Exemplos de blockchains públicas incluem:

  • Bitcoin;
  • Ethereum;
  • Litecoin.

2 – Blockchain Privada

Uma blockchain privada é restrita e requer permissões para acesso e participação na rede. Geralmente, elas são usadas por organizações ou grupos específicos que desejam manter um controle maior sobre suas transações e dados.

Nesse tipo de blockchain, são as entidades responsáveis por sua operação que  selecionam e autorizam os participantes.

Nas blockchains privadas há uma maior privacidade e escalabilidade, contudo elas abrem mão de parte da descentralização encontrada nas versões públicas.

Duas das principais blockchains privadas são:

3 – Blockchain Consórcio (Consortium)

Já a blockchain consórcio é uma mistura entre as blockchains públicas e privadas. 

Neste caso, um consórcio de várias organizações controla e opera o sistema, onde cada uma delas mantém um ou mais nós na rede e também participa do processo de validação de transações.

Essa é uma opção adequada quando várias entidades precisam colaborar e compartilhar informações sem depender de uma autoridade central única.

As blockchains Hyperledger e Corda também são exemplos de blockchains consórcio, quando a sua implementação é executada com essa arquitetura ao invés de uma blockchain privada. O que demonstra mais uma vez a versatilidade desta tecnologia.

É importante notar que a classificação acima pode se sobrepor ou ser adaptada de acordo com as especificidades de cada projeto e tecnologia.

Assim, a evolução das blockchains e seu uso em diversas áreas está em constante progresso, e devemos estar sempre atentos às inovações relevantes ao nosso negócio e setor.

Para mais conteúdos como esse, acesse o blog da Payfy e confira novos artigos toda semana!

Até a próxima!


André Apollaro

Founder & CEO da Payfy

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